quinta-feira, 19 de abril de 2012

O que você queria saber
mas tinha vergonha
de perguntar.

Por que a gente Soluça?
Soluço é a contração involuntária do músculo do
Diafragma, responsável pela respiração.
O soluço geralmente é causado por uma irritação no
Nervo frênico, responsável por ativar o diafragma
Devido a um aumento do volume do estômago.
E não é lenda a história de que um susto pode curar o
'soluçante', pois libera adrenalina e ativa o nervo
frênico, outra saída é a água gelada, que provoca o
Mesmo efeito







Ih!, Meu Pé Dormiu
 Isso acontece porque a compressão do fluxo sangüíneo
(ao cruzar as pernas, por exemplo) interrompe o tráfego
De impulsos nervosos.
Ao restabelecer o fluxo, acontece uma espécie de
'curto circuito' nos impulsos elétricos dos nervos,
daí a sensação de formigamento'.
Há até um problema conhecido como
'paralisia dos amantes'.
O casal dorme junto e um deles fica em cima
Do braço do outro.
O fluxo sangüíneo pode ficar interrompido por horas,
Comprometendo por meses ou até para sempre o
músculo do braço'.
A saída para o formigamento restabelecer o fluxo
sangüíneo, movimentando o músculo.
Dependendo do caso, é necessário fazer fisioterapia.







Por que tenho vontade de Urinar quando entro na Piscina?
Não é sacanagem.
Ao entrar na água, a pressão externa sobre o corpo
Aumenta.
'Os líquidos componentes do plasma que estão fora dos
Vasos são 'empurrados' para dentro deles',com o aumento
Do volume de sangue nos vasos - chamado volemia - vem a
Vontade de urinar.
É como beber água.
Por falar em água, é verdade que torneira aberta e
Chuveiro despertam a vontade.
'É psicológico, chamamos de reflexo da micção'.







De onde vem a Cãibra?
Segundo o neurologista Acary Oliveira, da Unifesp,
95% da população já experimentou esse espasmo muscular,
Em geral na barriga da perna.
'Após intensa atividade física, acaba a energia e a
Musculatura se contrai e não relaxa'.
Para passar, o segredo é contrair o músculo oposto ao
Que está doendo, como fazem os jogadores de futebol.
Se a cãibra for na barriga da perna, por exemplo,
Basta alongar os músculos da parte da frente,
Puxando a ponta do pé para cima, em direção a canela.







O que causa o Arroto?
Também chamado eructação, o arroto é causado pelo ato
De engolir ar (aerofagia).
'Falar ou comer muito rápido, engolindo ar, são as
Causas mais comuns'.
Ingerir alguma substância que contenha gás, como
Refrigerante, pode ser outra causa provável.
A cura não é muito educada.
Basta 'eructar'.







Por que, às vezes, meu Olho Treme?
O espasmo das pálpebras é causado pela contração do
músculo orbicular (músculo responsável pelo fechamento
Das pálpebras).
A causa mais provável é que seja provocado pelo cansaço
Ou tensão.
'É como uma cãibra', explica o oftalmologista Paulo
Henrique, da Unifesp.
O músculo se movimenta rápido para fazer circular mais
Sangue na região e dissipar o ácido lático, responsável
Pela irritação na terminação nervosa.







Por que há uma espécie de 'Choque' quando se
 Bate o Cotovelo na Quina da Mesa?
A reação é causada pela compressão de um nervo
Chamado ulnar.
'No cotovelo, o nervo ulnar está muito exposto,
Ficando suscetível a pancadas'.
Esse nervo está ligado aos dedos mínimo e anular.
Por isso, a sensação de choque se espalha do cotovelo
até esses dois dedos.







Estalar os Dedos Engrossa as Articulações?
Não. 'Ao esticar o dedo, o líquido sinovial lubrificante
Da articulação responsável por diminuir o atrito se
Desloca sob o vácuo formado entre as articulações,
Fazendo o barulho do estalo', ensina o ortopedista
cirurgião de mão Luís Nakashima.
O mesmo fenômeno pode ser percebido nas
Costas e nos joelhos.
'Provocar o estalo no dedo não faz mal algum'.







Por que tenho a Impressão de já ter Visto um Lugar Onde
Nunca Estive?
A sensação de 'déjá vu' pode acontecer com quase todos
E tem origem biológica.
O hipocampo - região do cérebro responsável pelo
Processamento da memória - é ativado fora de hora,
Exatamente quando está ocorrendo um fato novo, dando
A impressão de que aquilo já estava registrado,
De que é um fato do passado.
O evento é mais freqüente em pessoas com epilepsia
No lobo temporal e isso, provavelmente, está
Relacionado com' disparo 'anormal do hipocampo, um dos
Centros cerebrais da memória', explica o psiquiatra
Roberto Sassi.
Mas isso não implica que pessoas que tenham 'déjá vu'
Sofram de epilepsia.







Por que a gente Boceja?
'É uma forma de ativar o cérebro e evitar o sono',
afirma o coordenador do departamento de distúrbio do
sono da Unifesp, Ademir Baptista Silva.
Ao bocejar, o segundo e o terceiro ramo do nervo
trigêmeo (um dos nervos da face) são ativados,
estimulando o cérebro.
O mesmo efeito pode ser obtido mascando chiclete.
'O único mistério é o fator' epidêmico 'do bocejo
ninguém sabe porque as pessoas bocejam quando vêem
outras bocejando', diz Ademir.







Por que os Pêlos ficam Arrepiados?
'O frio e as fortes emoções são os principais
estímulos causadores da contração do músculo eretor
dos pêlos', afirma a neurologista Cláudia Garavelli.
A origem pode estar na teoria darwinista e sua
explicação é que o arrepio é uma forma de defesa.
No frio, a camada formada pelos pêlos retém o ar
quente, aquecendo o corpo.
No medo, aumenta-se o volume do corpo, assustando-se
assim um eventual agressor, como fazem os gatos.







Por que a Pele da Mão Enruga quando ficamos na Água?
'Porque a camada externa da pele do dedo é composta por
uma proteína - a queratina - que pode absorver
'água como uma esponja', explica o clínico geral
Luís Fernando.
A camada externa da pele da ponta dos dedos é 'fixa'.
Para caber o volume de água absorvido, a pele enruga.







O que causa o Espirro?
'É um mecanismo de defesa, uma forma de o organismo
liberar bactérias e vírus alojados nas vias
respiratórias, especialmente no nariz, limpando-o'.
Explica o neumologista Clystenes Odyr Silva.
Não tente impedir o espirro e jamais bloqueie o
nariz para evitar fazer barulho.
A velocidade do espirro pode ser de 160 km/h; ao
tampar nariz, a pressão é transmitida para um canal
do ouvido e corre-se o risco de ter-se o tímpano
rompido.







É verdade que Orelhas e Nariz Crescem quando Envelhecemos?
Não. O problema é que o tecido de sustentação da pele
perde elasticidade.
'A partir dos 75 anos, a flacidez é mais acentuada
devido à perda da elastina, proteína responsável pela
elasticidade da pele', afirma o geriatra Clineu Almada.
'Assim, tecido 'cai', dando a impressão de que o órgão
cresceu'.







Desconheço a autoria





sexta-feira, 6 de abril de 2012

A penicilina G é um antibiótico natural derivado de um fungo, o bolor do pão Penicillium chrysogenum (ou P. notatum). Ela foi descoberta em 15 de setembro de 1928, pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming e está disponível como fármaco desde 1941, sendo o primeiro antibiótico a ser utilizado com sucesso.
O nome penicilina é usado também para outros antibióticos relacionados.
  
História
Alexander Fleming, o descobridor da penicilina.
A penicilina foi descoberta em 1928 por Alexander Fleming quando saiu de férias e esqueceu algumas placas com culturas de microrganismos em seu laboratório no Hospital St. Mary em Londres. Quando voltou, reparou que uma das suas culturas de Staphylococcus tinha sido contaminada por um bolor, e em volta das colônias deste não havia mais bactérias. Então Fleming e seu colega, Dr. Pryce, descobriram um fungo do gênero Penicillium, e demonstraram que o fungo produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida: a penicilina. Esta foi obtida em forma purificada por Howard Florey, Ernst Chain e Norman Heatley, da Universidade de Oxford, muitos anos depois, em 1940. Eles comprovaram as suas qualidades antibióticas em ratos infectados, assim como a sua não-toxicidade. Em 1941, os seus efeitos foram demonstrados em humanos. O primeiro homem a ser tratado com penicilina foi um agente da polícia que sofria de septicémia com abcessos disseminados, uma condição geralmente fatal na época. Ele melhorou bastante após a administração do fármaco, mas veio a falecer quando as reservas iniciais de penicilina se esgotaram. Em 1945, Fleming, Florey e Chain receberam o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina por este trabalho. A penicilina salvou milhares de vidas de soldados dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Durante muito tempo, o capítulo que a penicilina abriu na história da Medicina parecia prometer o fim das doenças infecciosas de origem bacteriana como causa de mortalidade humana.A penicilina ajudou muito a sociedade daquela época e hoje também.
Tem-se dito que muitas descobertas científicas são feitas ao acaso. O acaso, já dizia Pasteur, só favorece aos espíritos preparados e não prescinde da observação. A descoberta da penicilina constitui um exemplo típico. Alexander Fleming, bacteriologista do St. Mary's Hospital, de Londres, vinha já há algum tempo pesquisando substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias nas feridas infectadas. Essa preocupação se justificava pela experiência adquirida na Primeira Grande Guerra (1914-1918), na qual muitos combatentes morreram em conseqüência da infecção em ferimentos profundos. Em 1922 Fleming descobrira uma substância antibacteriana na lágrima e na saliva, a qual dera o nome de lisozima. Em 1928 Fleming desenvolvia pesquisas sobre estafilococos, quando descobriu a penicilina. A descoberta da penicilina deu-se em condições peculiaríssimas, graças a uma seqüência de acontecimentos imprevistos e surpreendentes. No mês de agosto daquele ano Fleming tirou férias e, por esquecimento, deixou algumas placas com culturas de estafilococos sobre a mesa, em lugar de guardá-las na geladeira ou inutilizá-las, como seria natural. Quando retornou ao trabalho, em setembro, observou que algumas das placas estavam contaminadas com mofo, fato que é relativamente freqüente. Colocou-as então, em uma bandeja para limpeza e esterilização com lisol. Neste exato momento entrou no laboratório um seu colega, Dr. Pryce, e lhe perguntou como iam suas pesquisas. Fleming apanhou novamente as placas para explicar alguns detalhes ao seu colega sobre as culturas de estafilococos que estava realizando, quando notou que havia, em uma das placas, um halo transparente em torno do mofo contaminante, o que parecia indicar que aquele fungo produzia uma substância bactericida. O assunto foi discutido entre ambos e Fleming decidiu fazer algumas culturas do fungo para estudo posterior.
O fungo foi identificado como pertencente ao gênero Penicilium, donde deriva o nome de penicilina dado à substância por ele produzida. Fleming passou a empregá-la em seu laboratório para selecionar determinadas bactérias, eliminando das culturas as espécies sensíveis à sua ação.
A descoberta de Fleming não despertou inicialmente maior interesse e não houve a preocupação em utilizá-la para fins terapêuticos em casos de infecção humana até a eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939. Em 1940, Sir Howard Florey e Ernst Chain, de Oxford, retomaram as pesquisas de Fleming e conseguiram produzir penicilina com fins terapêuticos em escala industrial, inaugurando uma nova era para a medicina - a era dos antibióticos. Alguns anos mais tarde, Ronald Hare, colega de trabalho de Fleming, tentou, sem êxito, "redescobrir" a penicilina em condições semelhantes às que envolveram a descoberta de Fleming. Após um grande número de experiências verificou que a descoberta da penicilina só se tornou possível graças a uma série inacreditável de coincidências, quais sejam: O fungo que contaminou a placa, como se demonstrou posteriormente, é um dos três melhores produtores de penicilina dentre todas as espécies do gênero Penicilium; O fungo contaminante teria vindo pela escada do andar inferior, onde se realizavam pesquisas sobre fungos; O crescimento do fungo e dos estafilococos se fez lentamente, condição necessária para se evidenciar a lise bacteriana; No mês de agosto daquele ano, em pleno verão, sobreveio uma inesperada onda de frio em Londres, que proporcionou a temperatura ideal ao crescimento lento da cultura; A providencial entrada do Dr. Pryce no Laboratório permitiu que Fleming reexaminasse as placas contaminadas e observasse o halo transparente em torno do fungo, antes de sua inutilização. Apesar de todas essas felizes coincidências, se Fleming não tivesse a mente preparada não teria valorizado o halo transparente em torno do fungo e descoberto a penicilina.

 Estrutura química

Estrutura geral das penicilinas.
As penicilinas contêm um anel activo, o anel beta-lactâmico, que partilham com as cefalosporinas. As penicilinas contém um núcleo comum a todas elas e uma região que varia conforme o subtipo. Todas penicilinas têm a mesma estrutura básica: ácido 6 aminopenicilanico, um anel tiazolidina unido a um anel beta lactamico que leva um grupo amino livre

Mecanismo de ação

Todos os antibióticos beta-lactâmicos (penicilinas e cefalosporinas) interferem na síntese de parede celular bacteriana, através de sua ligação com as enzimas PLP. A penicilina acopla num receptor presente na membrana interna bacteriana (PBP) e interfere com a transpeptidação que ancora o peptidoglicano estrutural de forma rígida em volta da bactéria. Como o interior desta é hiperosmótico, sem uma parede rígida há afluxo de água do exterior e a bactéria lisa (explode).
O principal mecanismo de resistência de bactérias à penicilina baseia-se na produção de Beta-lactamases, enzimas que degradam a penicilina impedindo sua ação. Outro mecanismo de ação da penicilina é a inativação do inibidor das enzimas autolíticas na parede celular. Isto dá, como resultado, a lise celular.

Usos terapêuticos

 Há dois tipos principais de penicilina:

  1. A Penicilina G ou benzilpenicilina, foi a primeiramente descoberta é geralmente injectavel (intra-venosa ou intra-muscular) ainda que existam formas bucais para tratamento dental. Ela é mal absorvida a partir do intestino por isso a via oral não é utilizada.
  2. A Penicilina V ou fenoximetilpenicilina é geralmente administrada por via oral e é absorvida para o sangue ao nível intestinal.
As penicilinas são eliminadas por secreção tubular nos rins.
É a primeira escolha para infecções bactérianas causadas por organismos Gram-positivos e outros que não sejam suspeitos de resistência.
É geralmente eficaz contra espécies Gram+ ou de Streptococcus, Clostridium, Neisseria, e anaérobios excluindo Bacteroides. Usa-se em casos de meningite bacteriana, bacterémia, endocardite, infecções do tracto respiratório (pneumonia), faringite, escarlatina, sífilis, gonorreia, otite média e infecções da pele causadas pelos organismos referidos.
A Penicilina já não é a primeira escolha em infecções por Staphylococcus devido a resistência disseminada nesse genero

Efeitos indesejados

A penicilina não tem efeitos secundários significativos, mas pode raramente causar reações alérgicas e até choque anafilático nos indivíduos susceptíveis.
Sintomas iniciais nesses casos podem incluir eritemas cutâneos disseminados, febre e edema da laringe, com risco de asfixia. A sua introdução por injeção no organismo também é conhecida por ser dolorosa.
Além disso uso prolongado ou em altas doses pode causar deplecção da flora normal no intestino e suprainfecção com espécie patogénica.

Fármacos derivados

Existem muitos antibióticos derivados por métodos químicos industriais da penicilina, constituindo as penicilinas semi-sintéticas:Amoxicilina, Ampicilina e Pivampicilina têm maior espectro de acção, e são eficazes contra mais tipos de organismos.Flucloxacilina é mais resistente à beta-lactamase (uma penicilinase).Carbenacilina, Aziocilina, Ticarcilina são eficazes contra espécies de Pseudomonas, especialmente a P.aeruginosa, que são importantes patogénios do meio hospitala
Wikipédia, a enciclopédia livre