POSSO TER Um cancro

AGORA? O QUE DEVO FAZER?


No dia da entrega dos exames, devo levar alguém
comigo à consulta?
É sempre útil levar consigo alguém que lhe seja próximo:
no caso de receber uma má notícia, essa pessoa mais
facilmente conseguirá manter a presença de espírito,
 poderá lembrar-se de todas as perguntas que quer fazer ao
médico e terá mais facilidade em memorizar as explicações
 e indicações do médico e restantes profissionais de
saúde envolvidos (enfermeiros, farmacêuticos, ...)

1-No dia da entrega dos exames, devo levar alguém
comigo à consulta?
É sempre útil levar consigo alguém que lhe seja próximo:
 no caso de receber uma má notícia, essa pessoa mais
facilmente conseguirá manter a presença de espírito, poderá
 lembrar-se de todas as perguntas que quer fazer ao
médico e terá mais facilidade em memorizar as explicações e
 indicações do médico e restantes profissionais de
saúde envolvidos (enfermeiros, farmacêuticos, ...).

2- O que não posso esquecer de perguntar ao médico,
depois do diagnóstico?
Deve perguntar ao seu médico tudo o que está relacionado
 com a doença – tanto em termos físicos, psicológicos e
sociais, como familiares e laborais (relacionados com o seu trabalho).
Não se esqueça de perguntar quais as alternativas de tratamento
 de que dispõe, bem como as respectivas vantagens e desvantagens.
 Para não se esquecer das respostas, e se não levar alguém consigo
 que possa ajudar, leve um bloco e tome notas

3-Devo perguntar logo ao médico qual o meu
prognóstico?
O médico tem obrigação de explicar o que se passa consigo,
 tendo em conta os seus “limites” individuais e a sua
preparação emocional. Se não se sentir preparado para ouvir
 o pior cenário possível, não pergunte, e espere que o
médico o diga, quando considerar adequado.

4-Devo pedir uma segunda opinião?
Deve: é um direito seu. Não se preocupe em poder melindrar o seu médico.
 Pedir uma segunda opinião irá permite-lhe sentir-se mais seguro,
 em relação ao diagnóstico, ao prognóstico e às alternativas de tratamento, para poder
avaliar os riscos envolvidos e tomar uma decisão consciente. Se as opiniões dos dois médicos forem contraditórias,
confronte-as e peça aos médicos para dialogarem (o que, hoje em dia, é fácil fazer através de e-mail). Se ainda tiver
dúvidas, procure uma terceira opinião. Não fique com dúvidas por esclarecer! Em todo este processo, é crucial ter
confiança no seu médico e estabelecer uma verdadeira parceria... médico-doente!

5-Será o meu médico a pessoa indicada para me tratar, ou
devo recorrer a um especialista?
Coloque essa questão ao seu médico. Em princípio, será o próprio médico a ter a iniciativa de o encaminhar para um colega da especialidade.

6-Devo optar pelo sistema público ou privado?
Para tomar essa decisão, vai ter de ponderar diversos factores, relacionados com a organização e burocracia das diferentes opções, bem como factores clínicos (médicos) e financeiros. Um hospital privado oferece, claramente, mais conforto e, o tempo de espera por uma consulta, é muito menor. Além disso, estão muitas vezes mais bem equipados. Mas, para tal, é preciso ter recursos financeiros próprios ou um seguro de saúde que “cubra” as despesas que poderá vir a ter. Fale com o seu médico sobre as diferentes possibilidades.

Qual a melhor forma de estar informado sobre a
minha doença?
Atenção à Internet! Pode encontrar facilmente muita informação... mas que pode ser informação menos correcta ou
mesmo errada. Opte por sites confiáveis, como este, que é escrito e “alimentado” por médicos credíveis e com grande experiência no diagnóstico e tratamento do cancro. Pode, também, dirigir-se a diferentes associações de doentes, ou ainda a associações de profissionais de saúde que, normalmente, têm muita informação disponível.
http://www.pop.eu.com/

  Gamapatias Monoclonais

As Gamapatias Monoclonais constituem um grupo de
doenças caracterizadas pela proliferação de um só clone
 de Linfócitos B, que produz imunoglobulinas monoclonais
 ou um fragmento da munoglobulina.
.Estas patologias podem constituir situações benignas ou
malignas. Os indivíduos com picos monoclonais de imuno
globulinas ou dos seus fragmentos, mesmo que benignos,
 têm um risco mais elevado de desenvolverem
Mieloma Múltiplo.

  O mieloma múltiplo    

http://www.pop.eu.com/portal/publico-geral/tipos-de-cancro/Mieloma-Multiplo/mieloma-multiplo-1.html 

















Diagnóstico


 O resultado de um único exame não é suficiente para diagnosticar o mieloma múltiplo O diagnóstico é baseado numa combinação de fatores, incluindo descrição dos sintomas pelo paciente, exame físico realizado por um médico e resultados dos exames de sangue e de imagem. O diagnóstico do mieloma múltiplo requer pelo menos uma das opções:
  • Um tumor de células plasmáticas (comprovada por biópsia).
  • Pelo menos 10% das células da medula óssea sejam células plasmáticas.
E pelo menos uma das seguintes condições, com o nível especificado:
  • Proteína M no sangue (3g/dl).
  • Proteína M na urina (1g/dL).
  • Lesões nos ossos devido ao crescimento do tumor, detectados nos exames de imagem.
Mieloma Assintomático ou Mieloma Smoldering

Este termo é usado para o mieloma em estágio inicial, que não está causando nenhum sintoma ou problema. As pessoas com mieloma latente apresentam hemogramas normais, níveis normais de cálcio, função renal normal, sem danos aparente nos ossos ou órgãos.
Clique abaixo nos itens para ver como funcionam os exames:



Hepatite
O que é uma Hepatite

A hepatite é uma inflamação no fígado que, dependendo do agente que a provoca, se pode curar apenas com repouso, requerer tratamentos prolongados, ou mesmo um transplante de fígado quando se desenvolvem complicações graves da cirrose como a falência hepática, ou o cancro no fígado, que podem levar à morte. As hepatites podem ser provocadas por bactérias, por vírus, e também pelo consumo de produtos tóxicos como o álcool, medicamentos e algumas plantas. Existem seis tipos diferentes de vírus da hepatite (Hepatite A, Hepatite B, Hepatite C, Hepatite D, Hepatite E e Hepatite G). Existem ainda as hepatites auto-imunes resultantes de uma perturbação do sistema imunitário que, sem que se saiba porquê, começa a desenvolver auto-anticorpos que atacam as células do fígado, em vez de as protegerem. Os sintomas são pouco específicos, semelhantes aos de uma hepatite aguda, podendo, nas mulheres, causar alterações no ciclo menstrual. Esta hepatite, ao contrário da hepatite vírica, atinge sobretudo as mulheres, entre os 20 e os 30 anos e entre os 40 e os 60, geralmente transforma-se numa doença crónica e evolui quase sempre, quando não é tratada, para a cirrose.

Cada uma destas patologias implica sempre uma consulta médica e um acompanhamento adequado. Em muitos casos, ter hepatite não chega a ser uma verdadeira «dor de cabeça», já que o organismo possui defesas imunitárias que, em presença do vírus, reagem produzindo anticorpos, uma espécie de soldados que lutam contra os agentes infecciosos e os aniquilam. Mas, em algumas situações, estes anticorpos não são suficientes para travar a força do invasor e, então, é necessário recorrer a tratamentos antiviricos.

Embora haja ainda muito a estudar nesta área, a investigação científica tem percorrido um bom caminho na luta contra a doença, tendo já conseguido elaborar vacinas contra as hepatites A e B, (que permitiram reduzir consideravelmente a sua propagação) e descobrir substâncias (como os interferões) que podem travar a multiplicação do vírus e constituir uma esperança de prolongamento da vida para muitos doentes. Estes tratamentos, contudo, são dispendiosos e nem sempre estão disponíveis nos países em desenvolvimento, que são as zonas mais afectadas.

Os vírus da hepatite podem ser transmitidos através da água e de alimentos contaminados com matérias fecais (A e E), pelo contacto com sangue contaminado (B, C, D e G) e por via sexual (B, C e D). Os vírus têm períodos de incubação diferentes e, em muitos casos, os doentes não apresentam sintomas. As hepatites A e E não se tornam crónicas, enquanto a passagem à situação da cronicidade é bastante elevada na hepatite C e comum nas hepatites B, D e G, embora esta última doença não apresente muita gravidade.
Ao contrário de outras doenças, os doentes com hepatite crónica podem ter um quotidiano muito próximo do normal, não sendo necessário ficarem ficar inactivos, isolados dos demais ou cumprir dietas rígidas, mas devem conhecer as suas limitações e aprender a viver com a hepatite.


Viver com Hepatite

O fígado é um dos mais importantes órgãos do corpo humano e quando está lesionado perturba todo o funcionamento do organismo, contudo, os doentes com hepatite crónica podem usufruir de uma vida muito próxima do normal. Desde que tenham em conta algumas regras essenciais, estes doentes não têm de ficar presos a uma vida de dietas rígidas, de pôr de lado projectos de viagens e passeios ou de dizer não a um relacionamento sexual, mas é imprescindível que cada um conheça as suas limitações e adopte comportamentos que não agridam o fígado.

É aconselhável falar com o seu médico sobre os hábitos alimentares mais adequados bem como quanto ao uso regular ou esporádico de medicamentos para tratamento de outras patologias. Pode ainda aconselhar-se relativamente à realização de algumas actividades físicas e desportivas e a outros aspectos do dia-a-dia. Após esta conversa estará seguramente mais capaz de "julgar" alguns mitos da sabedoria popular que proíbem um sem número de alimentos e de actividades aos doentes hepáticos.


Como se Alimentar?

Não é preciso seguir regimes dietéticos especiais nem é conveniente eliminar alguns grupos de alimentos sob pena de desequilibrar o organismo, deixando-o com carências proteicas e vitamínicas agravando assim a sensação de cansaço. No entanto, há casos em que podem estar indicados alguns cuidados adicionais pelo que é sempre útil aconselhar-se com o seu médico.

Por exemplo, os doentes em fase mais avançada da doença como seja a cirrose hepática, poderão ter que cumprir uma dieta com restrição de sal.

O ideal é seguir uma dieta equilibrada que contemple todos os componentes da pirâmide alimentar. Não é necessário, por exemplo, eliminar as gorduras, mas podem evitar-se os fritos e substituir as gorduras animais por óleo de girassol, soja ou azeite. Também deverá saber que não existem chás ou águas minerais com poderes milagrosos sobre o fígado.

Os doentes podem tomar café, mas o consumo de álcool é desaconselhado (e está proibido durante a fase de tratamento) dado, que pode favorecer a replicação do vírus e aumentar o risco de cirrose e cancro do fígado.


Como se Movimentar?

A hepatite é geralmente acompanhada por uma sensação de fadiga intensa, mas os doentes com infecção crónica não deverão ceder a este sintoma. Para lutar contra o cansaço, sugerem-se alguns conselhos: é necessário fazer uma alimentação equilibrada, beber água regularmente, dormir bem e preencher o quotidiano e os tempos livres com actividades e projectos estimulantes.

Se em caso de hepatite aguda o repouso é recomendado, na hepatite crónica aconselha-se a prática de algum exercício físico. Além de aumentar o afluxo sanguíneo ao fígado, o exercício tem ainda a vantagem de estimular a produção de colesterol HDL (o chamado "bom" colesterol) e de eliminar os excessos de colesterol LDL (o chamado "mau" colesterol). Para desportos radicais ou mais violentos, é melhor ouvir o conselho do médico.


Como Viajar?

Em caso de hepatite aguda, o melhor é adiar a viagem para mais tarde pois o tratamento exige muito repouso. Na hepatite crónica não é aconselhável a permanência em casa nem deve abdicar de passeios que planeou fazer. As viagens são possíveis e também se aplica o princípio de necessidade de equilíbrio e bom senso, de controlo e atenção aos factores que possam ser prejudiciais ao fígado.

Durante as viagens, sobretudo se o destino for um país em desenvolvimento, com clima quente e condições de saneamento básico duvidosas, deve evitar beber água e gelo de origem desconhecida, ter atenção à preparação das refeições e não ingerir alimentos que possam ter sido mal lavados ou mal cozinhados, já que estes podem ser transmissores dos vírus das hepatites A e E. Os especialistas aconselham, também, a vacinação contra as hepatites A e B, principalmente, quando se viaja para zonas endémicas e se nunca se teve contacto com os vírus que as provocam.

Desde que se tenham estes cuidados, todo e qualquer país do planeta está ao alcance dos doentes com hepatite.



Como gerir a vida sexual?

Não existem impedimentos para um doente com hepatite crónica ter uma vida sexual activa, mas devem ser tomadas precauções para não contaminar o parceiro, com destaque para o uso do preservativo que previne também outras doenças sexualmente transmissíveis. Os contraceptivos orais não estão contra-indicados em doentes com hepatite crónica vírica.

No caso das hepatites B e D, os parceiros sexuais devem ser vacinados contra a hepatite B. Em relação à hepatite C, embora o risco de contágio seja diminuto, é aconselhável usar o preservativo durante o período menstrual. O mesmo se passa com os portadores do vírus da hepatite G, embora não esteja provado que este vírus possa ser transmitido por via sexual. No que respeita à hepatite A, os casos de contágio sexual são raros, na hepatite E não estão provados, mas deve evitar-se o sexo oro-anal.

Por vezes, a insuficiência hepatocelular pode originar impotência e esterilidade. Nas situações de cirrose complicada com insuficiência hepática, os homens podem sofrer hipertrofia das mamas, diminuição (atrofia) dos testículos ou perda dos pelos púbicos e as mulheres podem deixar de ter menstruação.



Como Gerir a gravidez?

A descoberta de hepatite durante a gravidez implica, tal como nos restantes casos, o seu tratamento. Deve verificar-se se ocorreu a cura espontânea e se a doença não evoluiu para o estadio crónico. Os riscos para o feto são, em geral, limitados, pois a maioria dos vírus da hepatite não atravessa a barreira placentária, e não existem riscos de malformações nem de parto prematuro. Mas há excepções. Sem que se saiba bem porquê, o vírus da hepatite E quando contraído pela mãe durante o terceiro trimestre de gestação, pode provocar hepatite fulminante e é responsável por uma taxa de mortalidade que ronda os 20 por cento.

Quando a mãe é portadora do vírus da hepatite B, a criança é vacinada à nascença, podendo depois ser alimentada com o leite materno. Nos casos de hepatite C e G crónicas, não são conhecidos, até agora, riscos no aleitamento, excepto se existirem cortes ou feridas nos mamilos e na boca do bebé.

Em estádios avançados da doença, a possibilidade de engravidar é pequena, mas possível.


Como Conviver?

Quando um dos elementos da família tem hepatite A ou E, os membros da família devem ter cuidados de higiene redobrados: não partilhar loiça e talheres com o doente, desinfectar os sanitários com lixívia e lavar sempre as mãos depois de contactar com a pessoa infectada ou com os seus objectos. Nos casos de hepatite B aguda, raramente é necessário tomar qualquer medida em relação ao agregado familiar.

Nos casos de hepatite B crónica, o parceiro sexual deve ser vacinado e se o portador for uma criança os irmãos devem fazer a vacina. O mesmo acontece para a hepatite D. Estando toda a família vacinada, não é necessário tomar outras precauções.

Em relação às hepatites C e G, a prevenção passa por não partilhar objectos que estiveram em contacto com o sangue do doente. Na hepatite auto-imune não são necessárias quaisquer precauções no convívio com os doentes pois trata-se de uma doença não transmissível.
ROCHE HEPATITES


 Hepatite A

O Vírus

A sua denominação é VHA - Vírus da Hepatite A - tem uma dimensão de 27 nm, é da família dos picornavírus, tal como o vírus da poliomielite.

O seu genoma é constituído por ARN, positivo e monocatenário. Encontra-se por todo o mundo, especialmente em lugares onde as condições de higiene são escassas. Espalha-se através do contacto directo ou indirecto com material fecal e encontra-se nas fezes da pessoa infectada (foi por essa via que acabou por ser identificado, pela primeira vez, em 1975) duas a três semanas antes de os sintomas se declararem e durante os primeiros oito dias em que a doença permanece activa.

Este vírus é muito infeccioso e é a causa mais frequente de hepatite aguda (mais de 50 por cento dos casos), apesar da sua presença no sangue ser diminuta e de curta duração. Uma pessoa que não tenha anticorpos, adquiridos quando teve a hepatite A ou através da vacina, pode ser infectada e transmitir a doença a outros, mas o risco é pequeno no contacto ocasional.

O chamado período de incubação, que é maior nas crianças do que nos adultos, dura entre 20 a 40 dias, espaço de tempo em que não se revelam quaisquer sintomas. A infecção pode durar seis meses, mas a maioria dos doentes recupera ao fim de três semanas.

Laparoscopia

Laparoscopia é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo realizado sob efeito de anestesia. É um método consagrado para retirada da vesícula biliar. Também é utilizada largamente em cirurgias ginecológicas e urológicas.

O médico faz uma pequena incisão no umbigo e introduz um dispositivo fino chamado laparoscópio - Um instrumento de fibra óptica que permite realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos, daí o nome do exame, na forma de um procedimento cirúrgico através da qual pode-se visualizar os órgãos internos dentro do abdômen e pelve, observando se há inchaço e inflamação das trompas e ovários.

Esta técnica também é utilizada em outros tipos de cirurgias, nomeadamente em operações de articulação quando recebe o nome de artroscopia. Uma aplicação bastante comum é a cirurgia de menisco, com a grande vantagem do tempo de recuperação ser muito inferior quando comparado com o método de exposição completa do joelho, bem como o pós-operatório, sendo possível andar logo no dia seguinte à intervenção.

A maior desvantagem é a dor e a distensão abdominal, cicatrizes permanentes, hemorragia vaginal, infecções, abcessos, hematomas, peritonites, enfisemas.

Pode haver um certo risco quando há doenças cardíacas ou respiratórias, obesidade, hérnia diafragmática, gravidez, doença inflamatória pélvica ou seu antecedente - (pela possibilidade de reativá-la), cicatrizes abdominais extensas, ou múltiplas, ou próximas ao área umbilical e cirurgia abdominal prévia.

Atualmente há exames mais seguros como a Ecografia Ginecológica C.A.D em Cor
Wikipedia

 Videolaparoscopia

Videolaparoscopia é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva1 realizada por auxílio de uma endocâmera no abdômen. Para criar o espaço necessário as manobras cirúrgicas e adequada visualização das vísceras abdominais a cavidade peritonial é insuflada com gás carbônico.

O instrumental cirúrgico e a endocâmera entram na cavidade através de trocaters, que são como tubos com válvulas para permitir a entrada de CO2 e dos instrumentos sem a saída de gás, que são introduzidos através de pequenas incisões na pele (i.e. 5 a 14 mm).

O pneumoperitônio é realizado de forma aberta ou fechada. Na forma aberta é realizada uma minilaparotomia e o trocar é inserido diretamente, sob visão direta na cavidade. Na forma fechada é realizada uma punção com uma agulha especial (agulha de Veress) e após ser atingido o nível pressórico desejado é inserido um trocar com um mandril (tipo de punção afiado que preenche o trocar) às cegas na cavidade. Após a introdução do primeiro portal é inserida a endocâmera, a cavidade é inspecionada e são inseridos demais portais de acordo com a necessidade, de acordo com o procedimento a ser realizado. Ao final da operação são retirados os trocartes e as incisões são fechadas.

A técnica de videoendoscopia também pode ser realizada em outros compartimentos como no tórax (videotoracoscopia), no pescoço, na face (em procedimentos de cirurgia plástica), vias urinárias e articulações. Nas artroscopias (videoendoscopia de articulações) e endoscopia urinárias não é utilizado o gás carbônico para se criar espaço de trabalho e sim água destilada.

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